{"id":133,"date":"2013-10-31T14:05:37","date_gmt":"2013-10-31T16:05:37","guid":{"rendered":"https:\/\/rafaelmartins.odo.br\/portal\/?p=133"},"modified":"2018-12-04T14:17:07","modified_gmt":"2018-12-04T16:17:07","slug":"planta-atua-no-controle-da-placa-bacteriana-em-caes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rafaelmartins.odo.br\/portal\/2013\/10\/31\/planta-atua-no-controle-da-placa-bacteriana-em-caes\/","title":{"rendered":"Planta atua no controle da placa bacteriana em c\u00e3es"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\">[vc_row][vc_column][vc_column_text]A Kalanchoe gastonis-bonnieri (KGB), vegetal popularmente conhecido como \u201cplanta-da-vida\u201d, \u201corelha-de-porco\u201d, \u201csai\u00e3o\u201d ou \u201cfolha-grossa\u201d, pode ser usada para combater a doen\u00e7a periodontal em c\u00e3es. Isto porque, segundo pesquisa de doutorado da Faculdade de Medicina Veterin\u00e1ria e Zootecnia (FMVZ) da USP, a planta foi eficaz na redu\u00e7\u00e3o do biofilme bacteriano e do c\u00e1lculo dent\u00e1rio.<\/p>\n<p>O estudo, de autoria da m\u00e9dica veterin\u00e1ria Samira Lessa Abdalla, comprovou a a\u00e7\u00e3o do KGB in vivo, ou seja, fazendo o tratamento odontol\u00f3gico nos pr\u00f3prios cachorros. A alta incid\u00eancia da doen\u00e7a periodontal em c\u00e3es \u2013 de 85% \u2013 foi o que motivou Samira a pesquisar o tema. Esta enfermidade \u00e9 causada pelo ac\u00famulo de placa bacteriana nos dentes e gengiva, mecanismo que aconteceu em menor intensidade quando os c\u00e3es eram tratados com KGB.<\/p>\n<p>O c\u00e1lculo dent\u00e1rio, por sua vez, se forma quando h\u00e1 a mineraliza\u00e7\u00e3o da placa bacteriana, se acumulando entre os dentes e a gengiva. Plantas medicinais s\u00e3o usadas comumente para tratamento odontol\u00f3gico, mas raras s\u00e3o as vezes em que h\u00e1 estudo cient\u00edfico sobre seus efeitos.<\/p>\n<h3>Tratamento<\/h3>\n<p>Nos testes, os animais foram divididos em tr\u00eas grupos, um deles recebendo tratamento com 10 mililitros (ml) di\u00e1rios de KGB a concentra\u00e7\u00e3o de 10%, um grupo controle positivo com solu\u00e7\u00e3o de clorexidina a 0,12%, e outro grupo controle negativo com solu\u00e7\u00e3o fisiol\u00f3gica, durante 28 dias.<\/p>\n<p>A clorexidina \u00e9 um antis\u00e9ptico e tem a\u00e7\u00e3o antibacteriana, j\u00e1 a solu\u00e7\u00e3o fisiol\u00f3gica \u00e9 um l\u00edquido apenas constitu\u00eddo de \u00e1gua e cloreto de s\u00f3dio. Quando comparado a ambos os controles, a KGB promoveu a redu\u00e7\u00e3o do c\u00e1lculo dent\u00e1rio em maior propor\u00e7\u00e3o. A placa bacteriana tamb\u00e9m foi evitada na presen\u00e7a de KGB, mas apenas apresentou diferen\u00e7a significativa em rela\u00e7\u00e3o ao grupo controle negativo.<\/p>\n<p>No estudo, a veterin\u00e1ria ainda realizou exames de sangue com os c\u00e3es para avaliar os efeitos colaterais decorrentes deste tratamento. Eles se mostraram dentro da normalidade, mas ela enfatiza que \u201cs\u00e3o necess\u00e1rios estudos complementares a longo prazo para a comprova\u00e7\u00e3o da aus\u00eancia de efeitos colaterais\u201d. Al\u00e9m disto, para entender o modo como a KGB interfere no processo de mineraliza\u00e7\u00e3o da placa bacteriana, deve haver outros estudos que se aprofundem no tema, explica ela.<\/p>\n<p>Antes de Samira, uma pesquisa conclu\u00edda em 2006 por M\u00e1rcio Menezes, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), avaliou a a\u00e7\u00e3o antibacteriana da KGB in vitro, ou seja, fora de organismos vivos. J\u00e1 em seu mestrado, tamb\u00e9m pela UFRRJ, ela pesquisou sobre a quantifica\u00e7\u00e3o computadorizada da forma\u00e7\u00e3o de placa bacteriana e c\u00e1lculo dent\u00e1rio de c\u00e3es.<\/p>\n<p>Tudo isto contribuiu para que, em 2012, ela conclu\u00edsse seu doutorado Efic\u00e1cia in vivo do sumo de Kalanchoe gastonis-bonnieri no controle do biofilme bacteriano e c\u00e1lculo dent\u00e1rio de c\u00e3es, pela FMVZ. O trabalho foi orientado por Marco Antonio Gioso, do Laborat\u00f3rio de Odontologia Comparada da FMVZ. As plantas foram cedidas pelo Laborat\u00f3rio do N\u00facleo de Pesquisas de Produtos Naturais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sob a supervis\u00e3o da professora S\u00f4nia Soares Costa, enquanto o experimento com os animais ocorreu no Laborat\u00f3rio de Desenvolvimento de Produtos Parasiticidas da UFRRJ, sob supervis\u00e3o do professor F\u00e1bio Barbour Scott.<\/p>\n<p>O estudo da veterin\u00e1ria pode contribuir com descobertas sobre o uso de KGB t\u00f3pico para tratamento da doen\u00e7a periodontal tamb\u00e9m em outras esp\u00e9cies animais, inclusive humanos. Esta planta faz parte de um grupo de recursos naturais que, segundo ela, s\u00e3o \u201cainda pouco conhecidos e utilizados\u201d, apesar de estarem amplamente dispon\u00edveis na natureza.[\/vc_column_text][vc_message icon_fontawesome=&#8221;fa fa-external-link&#8221;]Fonte:\u00a0<a title=\"Ag\u00eancia USP de Not\u00edcias\" href=\"http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=159368\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ag\u00eancia USP de Not\u00edcias<\/a>[\/vc_message][\/vc_column][\/vc_row]\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]A Kalanchoe gastonis-bonnieri (KGB), vegetal popularmente conhecido como \u201cplanta-da-vida\u201d, \u201corelha-de-porco\u201d, \u201csai\u00e3o\u201d ou \u201cfolha-grossa\u201d, pode ser usada para combater a doen\u00e7a periodontal em c\u00e3es. 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